Como uma das mais duradouras bandas que orgulhosamente ainda tremulam a bandeira do hardcore de Nova Iorque, o Sick Of It All deixou a sua marca como uma das bases do NYHC, provando que coração, trabalho árduo e dedicação ao hardcore valem mais que apenas música e imagem. Eles provam que o hardcore é um estilo de vida. O quarteto celebrará em 2006 o vigésimo aniversário de sua existência e coincidindo com esse evento monumental há o lançamento do nono álbum da banda, “Death To Tyrants”.
"Esse disco é um marco para nós. Portanto, é importante que seja forte e pesado", diz o baterista Armand Majidi. "Embora as músicas expressem agressividade de uma maneira nova, elas são bem Sick Of It All do começo ao fim, com algo a oferecer a todos os nossos fãs, de qualquer gênero."
Originalmente formado pelos irmãos Lou e Pete Koller no meio dos anos 80, o Sick Of It All introduziu o tom agressivo de sua música e ideologia ao oferecer uma visão direta do mundo ao seu redor. A banda lançou o seu primeiro EP pela Revelation Records e começou a acumular um grupo de seguidores locais bem forte após tocarem em clubes como o CBGB. Logo depois a banda lançou o seu primeiro álbum, chamado "Blood, Sweat and No Tears". Freqüentemente abordando questões políticas, injustiças sociais e a vida nas ruas em Nova Iorque, a banda vestia a camisa das causas que apoiava sem se intimidar, tentando muitas vezes incluir um senso de otimismo.
Quando o seu segundo álbum, "Just Look Around", foi lançado, em 1992, ele foi uma referência para a banda e a cena de Nova Iorque, fazendo com que o Sick of It All excursionasse pela Europa e Japão. Em 94, eles lançaram o seu grande disco de sucesso, "Scratch The Surface", pela Atlantic, que foi seguido por um disco ao vivo e uma coleção de raridades antes de lançarem um de seus álbuns mais influentes, "Built To Last", em 1997.
Depois de terem lançado três álbuns pela Fat Wreck Chords e um disco ao vivo, o Sick Of It All abraçou um desafio para levá-los mais adiante: "Death To Tyrants", gravado com Dean Baltulonis (Give Up The Ghost, Most Precious Blood) no Atomic Studios e mixado por Tue Madsen (The Haunted, Heaven Shall Burn, Caliban, Nueva Etica, Born From Pain). Apresentando 15 faixas inéditas, "Death To Tyrants" já é apontado por fãs como uma das melhores obras entre a ampla galeria de clássicos do SOIA. Um disco com a intensidade necessária para marcar e celebrar os 20 anos da rica carreira de uma banda antológica. A força nas letras, algo que sempre esteve presente na música do Sick Of It All, também é amplamente sentida em "Death To Tyrants" e o baterista Armand Majidi as descreve da seguinte forma: "Há uma direção política em uma série de músicas por causa da visão mais desesperada do mundo que temos hoje em dia, mas ainda exprimimos experiências pessoais, mensagens e estados de espírito com os quais todos, nós esperamos, podem se identificar".
Provando-se uma instituição do hardcore enquanto muitas modas vieram e foram embora, a banda moldou um álbum que prova o motivo pelo qual o Sick Of It All não é apenas é um peso pesado do hardcore de Nova Iorque, mas do cenário mundial. Foi a longevidade e a convicção que mantiveram a reputação da banda intacta e lendária. Em "Death To Tyrants", a banda não abaixa a guarda e mostra claramente porque é a mais clara definição do hardcore.
01. Take the Night Off 02. Machete 03. Preamble 04. Uprising Nation 05. Always War 06. Die Alone 07. Evil Schemer 08. Leader 09. Make a Mark 10. Forked Tongue 11. Reason 12. Faithless 13. Fred Army 14. Thin Skin 15. Maria White Trash |